A Xuxa no fantástico e a raiz melodramática da entrevista (para início de conversa)

O melodrama, nascente no início do século XIX, é um catalisador da necessidade da burguesia de tornar público o privado. Temos o melodrama no teatro, a literatura de folhetim e, lá no século XX, surge então a radionovela (no México, não é?) e, enfim, a telenovela. Nessa última o Brasil é CAMPEÃO ÃO ÃO!

O gênero do reality show é um desdobramento das entrevistas em revistas — ou em TV — de celebridades (os Olimpianos do século XX para Edgar Morin).

A aparição da Xuxa no fantástico, ontem, demonstra a grande habilidade da mafiosa globo em lidar com gêneros de raiz melodramática. A regra de ouro do melodrama é a vítima desprotegida. No caso a vítima e heroína, em um só golpe, foi a XuxA. Esquema muito usado, mas feito com técnica e linguagem primorosos pela globo. O problema desses casos é que as pessoas são levadas a crer em aspectos positivos enquanto os negativos estão atrás da lona, na mesma mão que mexe com os cordões das marionetes.

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